sexta-feira, 15 de junho de 2012


Detran/RS e ciclistas reúnem-se para definir políticas de segurança
O Detran/RS recebeu, nesta quinta-feira (14), em Porto Alegre, um grupo de ciclistas para debater políticas de políticas de segurança para o setor. O diretor Técnico, Ildo Szinvelski, além de representantes de diversas áreas da Autarquia, reuniram-se com os cicloativistas Marcelo Sgarbossa, do Laboratório de Políticas Públicas e Sociais e José Antônio Martinez, da ONG Mobicidade.

Eles trouxeram suas expectativas quanto à atuação da administração pública, que podem ser resumidas em três eixos. O primeiro deles refere-se à sensibilização do futuro motorista e motociclista para o ciclismo veicular, isto é, o uso da bicicleta como meio de transporte e não apenas como lazer. O segundo é a necessidade de atingir o grande público com algumas mudanças de paradigmas, como por exemplo, o da velocidade média da via, que deve contemplar também o ritmo e a ocupação da bicicleta, tal como qualquer outro veículo, não sendo relegada ao meio-fio, muitas vezes ocupado por carros estacionados. O terceiro eixo diz respeito mais diretamente ao Poder Público, por meio de parcerias com municípios e órgãos estaduais e federais.

O Detran/RS, nessa primeira fase da parceria, vai solicitar às instituições de ensino superior conveniadas (faculdades e universidades que realizam a formação dos instrutores e dos diretores de Centros de Formação de Condutores) que reforcem os conteúdos referentes ao transporte por bicicleta. Na mesma linha, o Detran/RS vai ampliar o estudo do tema integrando a grade curricular dos CFCs. Pretende ainda levar representações dos ciclistas aos encontros com os secretários municipais de trânsito e de mobilidade e abrir espaço para este modal nas instâncias que preveem a participação da sociedade civil organizada, como as JARIs e o Comitê Estadual pela Segurança no Trânsito.

Fonte Detran/RS

terça-feira, 12 de junho de 2012


Corpus Christi registra o menor número de mortes desde 2007
O balanço da Operação Viagem Segura de Corpus Christi registra o menor número de mortes no trânsito, analisando-se o período dos últimos seis anos. Foram 15 vítimas em 15 acidentes nos cinco dias de feriadão, três mortes a menos que em 2011 e 25 a menos que em 2010 (considerando as vítimas no local do acidente), quando 40 pessoas morreram em 30 acidentes fatais.
Do meio-dia da quarta-feira (06) até o meio-dia desta segunda (11), período da Operação, os acidentes com lesão somaram 442 ocorrências e 661 feridos nas ruas e estradas. Os dados das estradas estaduais e vias municipais ainda são parciais.
Foram mais de 100 mil abordagens, 9,5 mil registros de infrações e quase 150 flagrantes de embriaguez. Entre os motoristas embriagados, 47 foram encaminhados à delegacia e responderão por crime de trânsito devido à alta concentração de álcool no sangue (níveis acima de 0,33 mg de álcool por litro de ar expelido dos pulmões). A fiscalização ainda recolheu 1,8 mil veículos e 257 CNHs irregulares.
Esta foi a 8ª edição da operação, que reúne Detran/RS, Cetran/RS, Brigada Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC), Famurs e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT),  sob a coordenação do Comitê de Mobilização pela Segurança do Trânsito, para prevenção de acidentes durante os feriados. A fiscalização foi realizada com maior intensidade nos 19 locais apontados por estudo do Detran/RS que concentram mais ocorrências de acidentes e no turno da noite, quando ocorre o maior número de registros.
Recém incorporada à Operação, a ANTT mobilizou agentes de fiscalização em sete pontos considerados críticos para irregularidades no transporte rodoviário interestadual ou internacional de passageiros, cinco deles na divisa com Santa Catarina. No total foram fiscalizados 253 ônibus, e lavrados 66 autos de infração motivados pelo desrespeito às normas de qualidade e segurança.

Anexos

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Quase 29 mil motoristas no RS têm direito de dirigir suspenso

De acordo com Detran, 14,4 mil podem estar trafegando de forma irregular

Quase 29 mil motoristas no RS têm direito de dirigir suspenso  <br /><b>Crédito: </b> Vinicius Roratto
Quase 29 mil motoristas no RS têm direito de dirigir suspenso
Crédito: Vinicius Roratto
Quase 29 mil condutores estão com o direito de dirigir suspenso no Rio Grande do Sul. De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RS), cerca de 14,4 mil podem estar conduzindo sem habilitação, já que o prazo para a entrega da carteira venceu. De acordo com o Código Nacional de Trânsito, todas as irregularidades geram pontos e contribuem para a possibilidade de retirada do documento. Segundo o diretor-presidente do Detran/RS, Alessandro Barcellos, se forem comparados os primeiros quatro meses dos últimos dois anos, mais do que dobrou a abertura de processos de suspensão de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs). No primeiro quadrimestre de 2010, foram 5.225. Já em 2011, o número chegou a 9.058 e, em 2012, 12.755. “Foi um salto importante, porque aumentamos a fiscalização”, afirma.

Barcellos ressalta a importância do rigor na fiscalização para diminuir o número de acidentes. “Quando conseguimos fazer com que o comportamento das pessoas mude, estamos salvando várias vidas”, destaca. Ele informa que, de 2010 para 2011, as mortes no trânsito foram reduzidas em 6,25% no RS. Na comparação do primeiro quadrimestre de 2011 com o de 2012, a queda fica entre 5% e 6%.

No ano passado, foi deflagrada uma operação com a Brigada Militar para o recolhimento de CNHs suspensas, as quais não haviam sido entregues. A ação, conforme Barcellos, incentivou muitos motoristas a devolver o documento espontaneamente. Uma mudança na instauração de procedimentos também otimizou o trabalho e contribuiu para o aumento de apreensões. “Melhoramos os fluxos internos, investindo em tecnologia e no sistema operacional”, explica.

O Detran/RS tem buscado a integração com órgãos fiscalizadores dos governos municipais, estadual e federal. “As ações otimizam os recursos existentes e buscam enfrentar os problemas de forma mais organizada”, comenta o diretor. Ele diz que as abordagens da Operação Viagem Segura nas estradas gaúchas passaram de 1 milhão desde novembro do ano passado.

A maior parte das infrações registradas em 2011 foi por causa do uso de álcool (17.219) e excesso de velocidade (15.322). Os homens são os campeões, representando 77,4% do total no Estado em 2011. Já a faixa etária com maior concentração é de 26 a 35 anos (27%). Do total de condutores punidos no ano passado, mais de 9,5 mil entraram com pedido de defesa, 6,1 mil com recurso de primeira instância e 3,5 mil de segunda instância.

Dificuldades para cumprir medidas
O condutor com maior pontuação na CNH atualmente no Estado é um homem de 55 anos. O Detran/RS não divulgou a cidade, nem o modelo de carro que ele dirige, mas informou que o motorista tem 10 pontos confirmados e 65 aguardando verificação. Dependendo do julgamento, ele pode perder a habilitação. Além disso, o homem tem 23 processos ativos e cinco encerrados.

Esse título, um motorista de Porto Alegre, de 39 anos – que pediu para não ser identificado — não quer carregar. No entanto, ele está bem próximo do campeão do Rio Grande do Sul. O homem já perdeu a conta de quantas multas recebeu e registra cerca de 70 pontos na CNH. “A maioria foi por excesso de velocidade e por falar ao telefone”, comenta. O direito de dirigir foi suspenso por dois meses no ano passado por um desses motivos. “Estava em uma rodovia federal a 82 km/h por hora, mas, em um trecho, o limite era de 40 km/h e eu não sabia”, conta. Como trabalha com o carro fazendo eventos, acabou não entregando o documento às autoridades e segue conduzindo na Capital e no Interior. “Por causa disso, teria que fazer o curso de novo e não acho justo”, observa. O motorista nunca recorreu às penalidades que recebeu. “Não adianta, só vou pagando”, diz.

Quem perdeu a CNH por ter mais de 20 pontos precisa ficar sem dirigir por um período determinado, conforme a infração e fazer um curso de reciclagem, além de prova. O mesmo ocorre com os que ultrapassaram o limite de velocidade em mais de 50%. Nos casos de documentos cassados, quando o motorista é flagrado dirigindo com a CNH suspensa, ele deveria realizar todo o processo de obtenção do direito de conduzir desde o início. A medida, porém, não está sendo cumprida no Rio Grande do Sul por falta de recursos humanos e tecnológicos. Conforme a Companhia de Processamento de Dados do Estado (Procergs), um programa já está sendo desenvolvido para que a medida possa ser colocada em prática.



Fonte: Karina Reif / Correio do Povo

sábado, 9 de junho de 2012

Pode-se transformar multa em advertência?

Há algum tempo, recebo um e-mail "alertando" as pessoas que, caso o condutor receba uma infração de natureza leve ou média, é "obrigatória" a transformação da multa pecuniária em advertência por escrito. O artigo 267 do CTB que trata o assunto tem a seguinte redação:
Art. 267. Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais educativa.
                     
Tomei a liberdade de grafar as palavras que colocam apenas como subtendido a aplicabilidade da Lei.
Neste sentido, o Departamento Nacional de Trânsito, Denatran, Publicará a partir de julho de 2012 a resolução 363 para regulamentar o artigo do CTB. Porém, esta resolução já nasce com problemas, com alguns estudiosos da área criticando o texto original. Leia a matéria abaixo.
Além disso, no e-mail que circula, fala-se na obrigatoriedade de retirar o plástico do extintor, caso contrário seria multa e, que após trinta dias de vencimento da Carteira de Motorista, o condutor perderia seus direitos e, deveria realizar novamente todos os procedimentos para uma nova CNH. Isto tudo é MITO!

Até a próxima!


 

 

Resolução prevê que multa pode virar advertência a motorista

Autoridades poderão substituir punição financeira a motoristas que cometam infrações menos graves no trânsito


A partir de julho, está prevista para entrar em vigor uma resolução nacional que permite punir infrações de trânsito leves e médias com uma simples advertência por escrito, em vez de multa e pontos na carteira.
A medida desperta polêmica entre autoridades e especialistas no Rio Grande do Sul, e deverá ser discutida terça-feira em reunião do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran).
o ano passado, o número de infrações de natureza leve ou média chegou a 1 milhão no Estado. Se já estivesse valendo a resolução 363 do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), as autuações que não fossem reincidentes no período de 12 meses poderiam ser convertidas em uma carta de alerta para o condutor.
Essa possibilidade revolta o presidente do Cetran, Jaime Lobo Pereira, que a considera estímulo à imprudência. O órgão não descarta pedir um adiamento da nova regra ao Denatran. A medida, que deveria ter sido colocada em prática no ano passado, já foi postergada uma vez.
— Entendo que a resolução vem na contramão de todo o processo que envolve segurança no trânsito. É um retrocesso. E é mal redigida — critica.
O texto da norma estabelece que a conversão das infrações em advertência — prevista pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) mas nunca regulamentada — pode ser empregada pela autoridade de trânsito quando considerá-la mais educativa. Porém, Pereira acredita que os órgãos autuadores não teriam como negá-la quando o condutor cumprir com os requisitos mínimos previsto na norma: ter cometido infração leve ou média e não ser reincidente no período de 12 meses.
— Basta não ser reincidente na mesma infração. Se tiver cometido outra, pode solicitar a substituição da punição. E a norma não traz com que base legal a autoridade de trânsito poderia negar essa medida quando ela é cabível — sustenta o presidente do Cetran.
Municípios se reunirão para buscar posição em comum
Para o advogado especialista em Direito de Trânsito André Luís Souza de Moura, professor da Feevale e diretor da Escola Superior de Estudos Jurídicos do Instituto dos Advogados do RS, a decisão do Denatran é correta e apenas cumpre o que o CTB já previa.
— Toda lei tem de ser colocada em vigor na íntegra. Mas não se deveria alcançar ao cidadão o direito de transformar a infração em advertência sem colocar, na outra ponta, a possibilidade de cassação da carteira dos infratores contumazes — sustenta o advogado, referindo-se a procedimento previsto no CTB mas não implementado.
Como a maior parte das irregularidades leves e médias é fiscalizada pelas administrações municipais, uma reunião deverá ser convocada pela Federação das Associações dos Municípios do Estado (Famurs) para padronizar ações.
— Aguardamos reunião a ser convocada pela área de trânsito da Famurs a fim de buscar uma postura comum com os demais municípios — diz o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) da Capital, Vanderlei Cappellari.
Dúvidas sobre quem deverá pagar a conta
A determinação do Denatran provoca outra dúvida em autoridades rio-grandenses: quem pagará a conta pela eliminação das multas?
Hoje, todo o procedimento burocrático para fazer o processamento das autuações, desde o ingresso da infração no sistema informatizado até a expedição da multa e a entrega pelo correio custa, segundo o Cetran, por volta de R$ 15. O dinheiro para financiar esse sistema, conforme o presidente do órgão, Jaime Lobo Pereira, vem do desembolso realizado pelos próprios motoristas infratores.
— Com a eliminação da multa, de onde virá o dinheiro para fazer esse procedimento? Essa é mais uma das questões que ficaram em aberto e precisaremos discutir — observa.
Com base nas infrações leves e médias registradas em 2011, a mudança na regra poderia levar a uma conta extra aos órgãos autuadores de até R$ 15 milhões — embora tenha de ser debitado desta conta infrações idênticas cometidas por um mesmo condutor no período de 12 meses.
A norma do Denatran estabelece, ainda, que não cabe recurso à decisão das autoridades de trânsito sobre a troca das punições por advertência — seja ela favorável ou contrária ao motorista.
Entenda a mudança
Motorista circula em excesso de velocidade até 20% além do limite permitido, por exemplo:
Como é hoje
— O condutor flagrado sofre uma autuação por ter cometido uma infração média e é notificado pelo correio.
— O motorista tem o direito de recorrer da autuação perante às juntas de recurso. Se a punição for confirmada, tem de pagar uma multa e recebe pontos na carteira.
— No caso dessa infração, a multa é de R$ 85,13. A punição inclui ainda quatro pontos na carteira — se somar 20 pontos no período de 12 meses, o condutor pode ter a habilitação suspensa.
Como ficaria
— O condutor em excesso de velocidade (até 20% além do limite) seria autuado por ter cometido infração média.
— O órgão atuador poderia enviar pelo correio, em vez da notificação da multa, advertência por escrito. Caso isso não ocorra, o condutor poderia solicitar ao órgão atuador a conversão das punições em uma simples advertência.
— Nesse caso, não teria de pagar multa, e pontos não seriam acrescentados.
— Para ter direito ao benefício, o motorista não poderia ter cometido a mesma infração nos 12 meses anteriores.
Tipos de infrações e a punição prevista
Gravíssimas
— Dirigir veículo sem possuir CNH ou permissão para dirigir
— Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência
— Avançar o sinal vermelho do semáforo ou de parada obrigatória
— Transitar em velocidade superior à máxima permitida em mais de 50% além do limite da via
— Em acidente, não prestar socorro à vítima
Punição: R$ 191,54* e sete pontos na CNH
Graves
— Deixar, o condutor ou o passageiro, de usar o cinto de segurança
— Estacionar em local onde é proibido parar ou estacionar
— Transitar com velocidade superior à máxima permitida de 20% até 50% além do limite da via
— Conduzir veículo sem equipamento obrigatório, ou ineficiente
Punição: R$ 127,69 e cinco pontos na CNH
Médias
— Usar veículo para arremessar sobre pedestres água ou detritos
— Ficar com o veículo imobilizado na via por falta de combustível
— Estacionar em local proibido pela sinalização
— Não guardar distância lateral ao ultrapassar bicicleta
— Dirigir veículo falando ao celular
Punição: R$ 85,13 e quatro pontos na CNH
Leves
— Dirigir sem os cuidados indispensáveis à segurança
— Estacionar afastado da guia de 50cm a um metro
— Usar buzina prolongada ou sucessivamente a qualquer pretexto
— Conduzir o veículo sem os documentos de porte obrigatório
Punição: R$ 53,20 e três pontos na CNH
*Pode ser multiplicada três ou cinco vezes, conforme a infração

Fonte: Zero Hora

sexta-feira, 8 de junho de 2012

(SXC/Pense Carros)
Por um preço que não chega ao dos "pelados" das concessionárias,
muitos estão no mercado com menos de 10 mil quilômetros
rodados e contam com opcionais que valorizam o produto.

O grande problema, para quem não entende de mecânica, é o
medo de deixar passar um defeito grave, que vá levar a um
investimento maior que o calculado.

Para ajudar, o Pense Carros procurou profissionais do mercado
que indicam o que deve ser olhado pelo consumidor na hora de
investir num usado. E, sempre é bom lembrar, levar o veículo a um
mecânico de sua confiança antes de fechar o negócio também
é importante.

Com o motor funcionando, observe

- Ligue o carro e acelere. Preste atenção no barulho do motor.
Ouvir ferro com ferro batendo, por exemplo, ou qualquer
barulho estranho, é sinal de problema. Pode ser válvula,
biela ou pino de pistão;

- carros movidos a álcool ou gasolina não podem ter o barulho
de um carro a diesel (pense no barulho que faz um ônibus
quando anda);

- confira se o barulho feito pelo carro em marcha lenta
é oscilante.

Confira a cor da fumaça que sai do escapamento

- fumaça preta pode significar que o veículo está desregulado
na hora de misturar ar e combustível. Pode significar a
necessidade de trocar as velas;

- fumaça branca é condensação de ar, não indica nenhuma
anormalidade e é comum especialmente em carros a álcool
ou em dias muito frios;

- fumaça azulada geralmente significa queima de óleo no motor
e pode exigir sua reforma completa. É um sinal de alerta grave.

Dirija e sinta a caixa de câmbio

Dificuldade para engate ou um ronco nas marchas pode
significar problema de rolamento na caixa, do diferencial.

Confira se esses itens foram trocados em revisões
programadas de fábrica.

Importante sobre o freio

- Com o carro parado e desligado pise no pedal do freio. Mantenha
o pé ali e ligue o motor. Quando o carro começar a funcionar,
você deve sentir o pedal ceder e descer um pouco, depois
parar. Isso significa que o freio deve estar ok;

- se o pedal seguir descendo pode haver problema no cilindro mestre,
escapando fluido ou ar;

- se o pedal não ceder ao ligar o motor, também é um indicativo de problema.

Atenção para os pneus

Pneus gastos de forma diferente e "comidos" por dentro estão fora
da geometria, o que pode significar até um problema de suspensão.

Óleo

- verifique se o nível de óleo lubrificante está entre os níveis
 indicados na mangueira de medidas;

- confira também se a cor do óleo não está muito escura;

- cheque a data e a quilometragem da última troca de óleo;

- peça a um mecânico de confiança verificar se não há borra de
óleo no motor pois isso pode causar entupimento das vias de lubrificação.

Lataria e vidros

- a presença de emendas de solda significa que o
veículo já sofreu batidas;

- dê batidinhas na lataria e procure diferença de som: isso
pode significar uma emenda de massa plástica em algum local;

- diferenças de cor na pintura (uma porta mais escura, por exemplo)
 podem indicar a mesma coisa;
- confira se os vidros têm impresso o número do chassi, pois
pode indicar a necessidade de uma troca resultante de furto
ou acidente;

- procure por pontos de ferrugem;

- lembre-se: a lataria tem de cinco a seis anos de garantia de fábrica;

ASPECTO DO INTERIOR

- um carro com cinco anos vai ter no mínimo 90 mil quilômetros rodados. Carros que "ficam muito parados" podem indicar alteração no hodômetro;

- volante muito gasto pode comprovar a alteração do hodômetro;

- da mesma forma, o estado de conservação dos estofamentos, com os acabamentos dos bancos visualmente gastos.

ASPECTO DO EXTERIOR

- verifique se há marcas de chave no cofre do motor ou se o lacre de fábrica foi rasgado. Isso pode significar que o carro foi batido;


- lembre-se: pneus gastos significam um uso de entre 30 mil a 40 mil quilômetros rodados: olhe o hodômetro!
Fontes: Luiz Alberto Ithourald, supervisor de seminovaos da Panambra,
 e Francisco Ferraz, gerente de vendas da Sinoscar

O PROCON RECOMENDA

- A compra em estabelecimentos comerciais está amparada pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC)

- Se o veículo apresentar problemas de fácil constatação, o prazo para reclamar é de 90 dias.
 Se não forem resolvidos em 30 dias, pode-se exigir a troca do veículo por outro do mesmo modelo;
cancelamento da compra ou abatimento proporcional do preço.

- São obrigatórios no veículo e devem estar em perfeito estado: extintor de incêndio; macaco;
triângulo de sinalização; chave de roda; cinto de segurança e estepe.

- Consulte o Detran para saber se há débitos de multas ou de IPVA pendentes, pois na
transferência essas dívidas devem ser pagas pelo novo proprietário.

- Se tiverem sido realizadas modificações no motor, lataria ou equipamentos do carro,
precisam estar devidamente homologadas pelo Detran e constar do documento do veículo.

Fonte: Procon-PR

Fonte: Revista Pense Carros

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Campanha com taxistas incentiva o uso do cinto no banco de trás
Taxistas de todo o Estado passam a integrar a campanha de incentivo ao uso do cinto de segurança no banco traseiro dos veículos. A ação foi lançada no ponto da rodoviária de Porto Alegre, nesta terça-feira (05), o mais movimentado da Capital.

A iniciativa, que pretende sensibilizar os gaúchos para a importância do uso deste equipamento, é uma parceria do Detran com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Federação dos Taxistas e Transportadores Autônomos de Passageiros do RS (Fecavergs) e Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintaxi).
 
Durante o lançamento, o diretor-presidente em exercício do Detran/RS, Ildo Szinvelski, destacou a importância de conscientizar a população para o uso do cinto de segurança em todos os bancos do veículo, assim como a adesão do taxista, mantendo o equipamento disponível e solicitando seu uso pelo passageiro. Para o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Capellari, a avaliação do órgão é de que um maior uso do cinto no banco traseiro reduziria consideravelmente a gravidade das lesões nos acidentes de trânsito urbanos, evitando inclusive o choque contra o passageiro da frente.

O secretário estadual adjunto da Administração e dos Recursos Humanos, Leonardo Kauer, fez a entrega simbólica de um kit para o presidente da Fecavergs, Moacir Silva, que se encarregará da distribuição do material para os taxistas do interior do Estado. Foram produzidos nove mil kits contendo capa para encosto de cabeça do banco do passageiro, porta folder com ventosa para colar no vidro e folderes que lembram que usar o cinto reduz o risco de lesões entre 50% e 80%.

Além de reforçar a importância do uso do cinto, o folder ensina a maneira correta de usá-lo e reforça: o usuário tem o direito de exigir os equipamentos de segurança. Paralelamente, EPTC e entidades parceiras farão a sensibilização dos taxistas para deixar os cintos disponíveis e solicitar aos passageiros que utilizem o equipamento.

O cinto de segurança é comprovadamente eficaz em impedir a ejeção do ocupante e, também, em minimizar a ocorrência de graves lesões no tórax e na cabeça. Ao não usar o cinto no banco traseiro, o impacto maior do corpo do passageiro ocorrerá contra o encosto do banco dianteiro, o que pode acentuar os riscos de ferimentos graves também em quem está no banco da frente.
 
Uso do cinto é obrigatório para todos os passageiros Muita gente não sabe, mas o Código de Trânsito Brasileiro estabelece que é obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional. A infração a esse artigo - tanto por parte do condutor como do passageiro - sujeita o infrator a multa de R$ 127,69, além de 5 pontos no prontuário da CNH e retenção do veículo até colocação do cinto em todos os ocupantes. Ainda segundo o CTB, o condutor é responsável por garantir que todos os passageiros do veículo usem o dispositivo.
 
Uma pesquisa feita no ano de 2011, em São Paulo, pela companhia que gerencia o trânsito (CET), que analisou mais de 10 mil veículos naquela capital, mostrou que 96% dos motoristas estavam com o cinto de segurança. Em compensação, apenas 21% dos passageiros adultos do banco de trás utilizavam o equipamento. Entre as crianças que utilizavam cinto no banco de trás, o índice sobe para 54%.

No Rio Grande do Sul, em 2010 foi registrado mais de 108 mil infrações por deixar o condutor ou os passageiros sem o uso do cinto de segurança. Em 2011, foram cerca de 127 mil. Somente em 2012 - até abril - já foram registradas quase 47 mil infrações de condutores e passageiros sem cinto.


Capital registra maior redução de mortes no trânsito em 5 anos

05/06/2012 12:37:05

Foto: Francielle Caetano/PMPA
Sinalização, engenharia e conscientização reduzem mortes em quase 30%
Sinalização, engenharia e conscientização reduzem mortes em quase 30%
Mesmo com aumento da frota em Porto Alegre - conforme o Detran-RS, com 726 mil veículos - houve uma redução de 29,63% no número de vítimas fatais no trânsito da Capital nos cinco primeiros meses deste ano, comparando com o mesmo período no. Foram 38 casos, contra 54 em 2011. A redução é a maior nos últimos cinco anos: 70 em 2008; 57 em 2009; 59 em 2010; 54 em 2011 e 38 em 2012. Os dados são da Coordenação de Informações e Estudos da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).
Os demais números sobre acidentalidade são os seguintes: menos 9,51% em acidentes (8.789 em 2012 e 9.713 em 2011); menos 1,13% em atropelamentos (524 e 530); menos 50% em vítimas fatais por atropelamentos (10 e 20); menos 8,01% acidentes com motos (2.033 e 2.210); menos 13,48% em atropelamentos com motos (122 e 141); menos 26,09% em vítimas fatais com motos (17 e 23). Aumentou em 2,77% o número de feridos (3.561 a 3.465).
O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, acredita que a redução da violência do trânsito na Capital é resultado de um envolvimento de toda a população: “As ações permanentes de fiscalização, de educação para o trânsito, as medidas em engenharia de tráfego, as campanhas por uma circulação mais consciente, com menos conflitos; com envolvimento de toda a população, começam  a mudar um quadro ainda preocupante. A queda da acidentalidade nos anima a trabalhar com mais empenho nessa missão, de buscar uma circulação mais segura para todos”.