terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O perigo de manobrar na ré!


Já faz tempo que se discute, o perigo da manobra da marcha ré, mas episódios como o que vitimou a criança na reportagem abaixo e, porque não dizer toda a família, persistem no nosso dia a dia.

Convivo com "motoristas profissionais", que se negam a virar o corpo para olhar para trás e, se dizem "braço", fazendo a manobra pelos espelhos retrovisores. Pergunta: se olharmos todos os espelhos retrovisores, teremos a visão completa da manobra?
Lembro que alguns anos atrás, num programa de televisão sobre automóveis, realizaram uma matéria onde a repórter deveria realizar a manobra orientando-se pelos espelhos. Quando ela iria iniciar, pediram que parasse, descesse do caminhoneta e, para a surpresa de todos, havia sete crianças atrás do veículo, sendo que, a repórter não havia percebido nenhuma pelos espelhos.
Se você tem crianças em casa, condomínio, estacionamento, ou em qualquer lugar que seu automóvel esteja estacionado, confira se não há nenhum pequeno por perto;
Faça a manobra devagar, sempre observando os espelhos e virando o corpo para trás;
Se houver outra pessoa por perto, peça para cuidar a aproximação de alguma criança, ou animal;
Procure fazer barulho antes de arrancar. Muitos animais costumam dormir embaixo do carro, ou até mesmo sobre a roda e motor;
Redobre a atenção se estiver saindo de uma garage, ou local de difícil visibilidade;

Antes de ser "braço", viva e deixe viver.
Até a próxima!


Pai atropela e mata o filho ao manobrar o carro na zona sul de Porto Alegre

A criança, de 1 ano e 9 meses, foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Mariana Ceccont
mariana.ceccon@rdgaucha.com.br
Uma criança de um 1 ano e 9 meses morreu após ser atropelada pelo próprio pai na zona sul de Porto Alegre no início da tarde desta segunda-feira (30). Conforme a Polícia Civil, o pai, de 31 anos, estava saindo de ré da garagem de casa e não viu o menino, que foi atingido pelo veículo. O atropelamento aconteceu na Rua Dona Mariana, na Restinga.
A criança foi encaminhada para o Hospital Moinhos de Vento da Restinga, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A Delegacia de Trânsito instaurou inquérito para investigar o caso. O pai e um tio da criança, que presenciou o ocorrido, prestaram depoimento durante a tarde. Ele deve responder por homicídio culposo de trânsito, quando não há intenção de matar.
Fonte: Rádio Gaúcha

sábado, 4 de janeiro de 2014

Porto Alegre busca soluções para amenizar o sufoco no trânsito

Com 30 mil carros a mais em 2014 e sem avançar em projetos de mobilidade, cidade continuará embretada por congestionamentos.

Sem avançar em projetos de infraestrutura de transporte e mobilidade urbana, Porto Alegre continuará embretada por congestionamentos em 2014. Com a entrada em circulação de 30 mil novos veículos neste ano, a cidade verá o número de carros crescer em maior proporção do que a população - para 2014, a estimativa é de 18 mil nascimentos na Capital.
Desde 2007, a frota aumentou cerca de 30% — de 591,6 mil veículos para 774,7 mil em 2013 — o equivalente a um carro para cada duas pessoas. A facilidade de parcelamentos para a compra de zero-quilômetro somada às limitações do transporte coletivo e de alternativas como ciclovias ainda fazem do automóvel uma prioridade para os porto-alegrenses. A projeção é de que o ano termine com 800 mil veículos rodando pelas ruas.
Alguns dos projetos para melhorar a mobilidade, como a implantação dos BRTs (sistema de ônibus rápido), a duplicação da Avenida Tronco, o prolongamento da Avenida Severo Dullius e a duplicação da Rua Voluntários da Pátria, ficarão para 2015. Outros, como o Complexo da Rodoviária e as trincheiras da Terceira Perimetral, não têm previsão de entrega.
— O mais importante era que os BRTs ficassem prontos. Esse sistema, que reúne vários modais, é o que irá mudar a cara da mobilidade em Porto Alegre — afirma o engenheiro de tráfego urbano Luis Antônio Lindau.
Veja um mapa de possíveis soluções para desafogar o trânsito da Capital (clique na imagem para ampliá-la)
A fim de ajudar a desafogar o trânsito da Capital, especialistas também sugerem a adoção de medidas para restringir o uso de veículos. Áreas com redução da velocidade, como as "zonas 30" — onde a velocidade máxima é limitada a 30 km/h — e a cobrança de taxas em locais de trânsito mais intenso são propostas de Lindau e do urbanista Vinicius Ribeiro, deputado estadual que presidiu a comissão especial de Mobilidade Urbana na Assembleia em 2013.
O ideal, conforme o Plano Diretor de Mobilidade Sustentável em estudo para o RS, é de que 60% dos deslocamentos sejam feitos a pé, de bicicleta ou por meio de transporte público.
fonte: ZERO HOra

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Taxa de motoristas multados por bebida cai em um ano

Em 2013, para cada 1.000 motoristas, 22 foram multados no bafômetro.
Lei Seca, que completou um ano, aumentou a multa e ampliou provas.

Do G1, com informações do Jornal Nacional
No período de um ano, a Polícia Rodoviária Federal registrou queda na taxa de motoristas multados em rodovias federais por suspeita de embriaguez. Conforme balanço obtido pelo Jornal Nacional, em 2012, de cada 1.000 condutores parados nas blitzen, 38,4 foram multados. Em 2013, 22,1 foram pegos para cada 1.000 fiscalizados.
A mudança se deu após o endurecimento da Lei Seca, que pune quem dirige sob efeito de álcool. Em dezembro de 2012, a multa foi dobrada e saltou de R$ 957,70 para R$ 1.915,40. Além disso, além do bafômetro e do exame de sangue, passaram a ser válidos para constatar a embriaguez o exame clínico, perícia, vídeo e prova testemunhal.
No total, em 2012, os agentes federais multaram 25.051 motoristas por suspeita de embriaguez. Em 2013, foram multados 33.625. A taxa caiu porque a fiscalização mais que dobrou: o número de testes realizados com o bafômetro passou de 648.291 para 1.518.321.

Durante o período das festas de fim de ano, também caiu o número de acidentes nas rodovias federais. Segundo os números da PRF, os acidentes caíram 10% de 20 de dezembro a 1º de janeiro, diminuindo de 7.407 para 6.651.
Balanço de ocorrências nas rodovias federais
 
2012
2013
Acidentes
7.407
6.651
Mortes
420
379
Feridos
4.642
4.352
Fonte: Polícia Rodoviária Federal
O número de mortes registradas também foi menor. No Natal e réveillon do ano passado, 420 pessoas morreram nas rodovias federais. Neste ano, foram 379 mortes. A maior causa de mortes foram as colisões frontais, que resultaram em 83 vítimas fatais.
Para Stênio Pires, coordenador-geral de operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a redução das mortes foi um resultado do aumento das fiscalização, do planejamento, e da Lei Seca.
"Não existe um único fator que contribuiu para a redução de acidentes. O trânsito é sempre complexo", justificou.
Em 2013, a Polícia Rodoviária Federal identificou os 100 trechos com mais acidentes fatais e intensificou a fiscalização nesses pontos, coordenando esforços federais, estaduais e municipais. Essa operação recebeu o nome de Operação Rodovida.
Lei Seca
No período da operação de final de ano nas estradas, a Polícia Rodoviária Federal multou 1.697 motoristas que beberam antes de dirigir. Desses, 461 foram presos por conduzirem com mais de 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou por terem se recusado a soprar o bafômetro, apesar de apresentar sinais de embriaguez.

Segundo a PRF,  42% das prisões foram feitas por recusa do motorista em soprar o bafômetro.
A maioria das multas aplicadas pela PRF foram por ultrapassagem  em locais proibidos. Foram 7.007 autuações, que representaram 20,66% do total.
“O tipo de acidente que mais mata nas estradas é a colisão frontal, causada por ultrapassagens em locais proibidos, por isso orientamos os nossos efetivos a fiscalizar com bastante rigor essa infração”, afirmou Pires.
O segundo tipo de infração que mais gerou multas foi dirigir carro não licenciado. Foram  2493 autuações desse tipo, 7,35% do total. As multas para motoristas não habilitados foram 1921 casos, 5,67% do total.
Acidentes por estado
Minas Gerais, estado com a maior malha rodoviária do país, registrou o maior número de acidentes, 1.102 acidentes. Em segundo lugar aparece Santa Catarina, com 751 acidentes, e depois o Paraná, com 750.
Minas Gerais foi o estado também com o maior número de mortos, com 64 vítimas fatais. Apesar de não ser um estado com a maior concentração de acidentes, a Bahia foi o segundo com o maior número de mortos, 43.
“A Bahia tem apenas pouco mais de 200 quilômetros de rodovias duplicadas, o que resulta em um percentual maior de colisões frontais", disse Pires.
No Distrito Federal aumentou em 114% a quantidade de mortos nesse período. No final de 2012 haviam sido 7. Já em 2013, foram 15. De acordo com Pires, a causa foi o aumento no fluxo de veículos saindo de Brasília, combinado com a chuva.
Outro estado que teve aumento no número de mortos foi São Paulo. Apesar de ter havido redução no número de acidentes (caiu de 540 para 446) e de feridos (reduziu de 258 para 194), o acidente na Régis Bittencourt com um ônibus que ia de Curitiba para o Rio de Janeiro contribuiu para o aumento na estatística.
O acidente aconteceu próximo à cidade de São Lourenço da Serra, na Grande São Paulo e deixou 16 mortos.
Fonte: G1

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Airbag e freios ABS passam a ser obrigatórios em veículos novos a partir desta quarta-feira


Ministro da Fazenda estima que preço dos carros populares deverá subir de 4% a 8%


Airbag e freios ABS passam a ser obrigatórios em veículos novos a partir desta quarta-feira Reprodução/Ver Descrição
Airbag passa a ser item obrigatório em veículos novosFoto: Reprodução / Ver Descrição
Todos os automóveis fabricados no Brasil a partir desta quarta-feira, dia 1º, terão que sair das montadoras com airbag e sistema de freios ABS. Os itens passaram a ser obrigatórios e não podem mais serem vendidos como opcionais. A medida cumpre uma determinação aprovada em 2009 pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Junto com a elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), também a partir desse mês, a inclusão desses mecanismos de segurança deve aumentar o preço dos automóveis.

O ministro da Fazenda Guido Mantega, já previu que o preço dos carros populares deverá subir de 4% a 8%, como repasse dos custos. A Associação Nacional dos Fabricantes de veículos Automotores (Anfavea) estimou que o valor da instalação dos equipamentos seria de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil nos carros que ainda não possuíam os itens.

Temendo um impacto grande na inflação com o reajuste das tabelas nas concessionárias, Mantega cogitou adiar a entrada em vigor da obrigatoriedade do airbag e dos freios ABS por um ou dois anos, mas voltou atrás. O governo também temia demissões nas fábricas porque modelos que não podem ser adaptados para a inclusão dos itens de segurança deixarão de ser produzidos. No entanto, Mantega obteve a garantia das montadoras de que os trabalhadores serão absorvidos em outra área da produção.

Duas etapas 
As alíquotas de IPI, que estavam reduzidas desde maio de 2012, serão recompostas em duas etapas. No caso do carro popular, com motor 1.0, a alíquota a partir desse mês passará de 2% para 3% e, em julho, para 7%. Nos veículos de até 2 mil cilindradas flex, a alta no período será de 7% para 9% e, a partir de julho, para 11%. Para os carros da mesma potência, mas movidos apenas a gasolina, o aumento será dos atuais 8% para 10%, voltando para 13% no segundo semestre.

O governo anunciou ainda elevações para utilitários e utilitários de carga de 2% para 3%. A partir do segundo semestre, a taxa do primeiro grupo será de 8% e a do segundo, de 4%. Para os caminhões, a decisão foi manter a alíquota em zero, em vigor desde janeiro do ano passado. O aumento do IPI tem como objetivo reforçar a arrecadação do governo, que estima um incremento de R$ 950 milhões até junho.
Fonte: Zero Hora